sexta-feira, julho 12, 2013

Rascunho de devaneios

É inútil mentir, mas continuo a mentir

Inúmeros atrasos, horas em cima de uma cama, conversas infinitas, adiar toda a sensação de estar junto é inevitável, talvez seja a necessidade de encontrar alguma resposta para tanta intensidade. 
Dias de semana sem dormir, sempre em companhia de alguma bebida, seja café, cerveja, vinho, nosso vício pela manhã agora é chá de morango. 
Você joga na minha cara o quanto sou clichê e ao mesmo tempo o quanto sou sedutora, e me pergunta questões que você mesma afirma. Tira sarro do meu número de namoradas e dos meus inúmeros casos estranhos e engraçados. 
Enquanto isso te analiso, e percebo que ali tem segredos, um olhar triste as vezes, mas sempre com muito sarcasmo e humor negro, não deixamos nenhum clima ruim atrapalhar toda aquela cumplicidade. 
O que realmente acontece eu ainda não sei.
Talvez a mágica seja exatamente essa... não saber.
O "Eu te adoro" já é reciproco. 
O resto eu escondo bem. E deixo brechas apenas para você desconfiar, nunca ter certeza.
Você fala dos meus jogos, mas adora  jogar, e até  me ensina a jogar o seu jogo.
Talvez esse jogo não tenha perdedores, apenas ganhadores, nós mesmas. 
E a pergunta foi:
" Você já sentiu algo tão intenso?" 
- Acho que não... na verdade primeiro namorado, acho.
" E você? Já sentiu?"
- Tem anos que não sei o que era essa intensidade, na verdade, até desconhecia que isso poderia existir.

Por mais que já tem a "data de validade" escrita, é impossível não se apaixonar. 
Por você, pelos momentos...



[E o céu engarrafado Fica por aqui...]

"Até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Dolorido-colorido, estou repetindo devagar para que você possa compreender.
Para uma avenca partindo- Caio Fernando Abreu

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