segunda-feira, junho 17, 2013
Sem saber que o fim já vai chegar..
Eu já havia desistido, por mais que a dúvida rondasse minha mente sobre o que realmente você tinha achado, na verdade eu tinha certeza que você tinha detestado, afinal, se tivesse se interessado a despedida seria diferente naquela noite de quarta-feira.
Passava futebol nos bares, você torce para o São Paulo, uma grande ironia para uma corinthiana fanática como eu. Você mesmo morando um pouco distante fez questão de me acompanhar até na esquina da minha casa, achei aquilo suspeito, mas preferi não arriscar. Claro que não negaria um beijo, mas depois de um encontro traumático na semana que se passou preferi não me arriscar.
Fui para casa até pensando o porque que aquele tchau foi tão sem graça e tão seco, na verdade aquele tchau foi uma reticências, eu senti isso, mas achei melhor não crer.
O tempo passou, as conversas do Whastapp continuaram apesar de achar que sumiria ou pela nossas conversas teríamos apenas uma bela amizade, já que temos alguns e bons pontos em comum, a conversa foi realmente evoluindo.
Depois de alguns encontros regados a cafés, capuccino, cervejas, comida japonesa...beijos, olhares e muita pressa, sua agenda é complicada, tem de pós a yoga e passa além por inúmeros trabalhos da faculdade, cursos... estudos.
Finalmente entre a fuga permanente dos seus trabalhos conseguimos passar alguns dias juntas. Cervejas e depois a surpresa de parar em seu apartamento, isso já tinha acontecido na segunda, quando entre nossos joguinhos de sedução fui para seu apartamento as 22h00 de uma segunda feira para apenas dormirmos juntas, em um ato de puro carinho.
Continuando, após chegar no seu apartamento, você com mesma mania de tentar me deixar o mais a vontade possível, consegue incrivelmente o objetivo. Acordamos pela manhã de sábado, um pouco tarde do que acostumamos, passamos a madrugada acordadas, bem acordadas, sem nos preocurpamos que na manhã seguinte tínhamos afazeres do trabalho. Acordei com você me olhando, é clichê dizer que em várias oportunidades eu não consigo tirar meus olhos dos seus. Acordamos e continuamos deitadas, teorizando sobre a vida, você sempre me ensinando algo sobre artes e eu te dizendo como é difícil e tensa a vida de uma RP e ex atleta frustada. Você tem uma mania interessante de perguntar se eu gostei, nunca ninguém teve esse interesse e você leva bem a sério, e sinceramente isso é bem surpreendente para mim, talvez seja porque sou sua primeira e você tem essa preocupação em "aprender" como lidar.
Adoro te mostrar a cor de esmalte que estou usando, esse especialmente escolhi para você, você adorou, e o próximo escolhido por você será um tom bem vermelho, como disse "vermelho vivo, sangue".
Entre nossas teorias eu acabava falando sobre meus objetivos e você os seus... E acontecia aquela cumplicidade, talvez seu olhar me revele o que você pensa disso, as vezes ele só me confunde mais, até onde vai isso?
Na sua cama, na sala, na parede da cozinha... nossas roupas jogadas pela casa, seu suor, nossos cabelos que se misturavam, nossos barulhos... Os beijos intermináveis, a despedida que sempre adiávamos, como se quisermos que aqueles momentos se tornasse eterno...
Confesso que cansei da nossa fuga...
Na verdade falo por mim, cansei da minha fuga. Estou me permitindo gostar de você.
Isso pode ter durado até ontem, ou pode durar até mês que vem... ou por algum tempo. Não me importa na verdade, me importa o que está fazendo comigo, rasgando todas as minhas teorias e meu planejamento afetivo...
Obrigada, esses são teus sinais sobre mim.
Ensaio sobre ela - Cícero
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